Eça de Queirós |
Lima Barreto |
Rubem Braga |
Ferreira Gullar |
Luís Vaz de Camões |
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Guimarães Rosa |
Machado de Assis |
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EÇA DE QUEIRÓS
José Maria Eça de Queirós nasceu em 25 de novembro de 1845 em Póvoa de Varzim, Portugal. Seus pais não eram oficialmente casados, só se casaram dez anos após seu nascimento. Aos quatro anos, mudou-se para a casa de seus avós.
Com dez anos de idade, matriculou-se no Colégio da Lapa em 1861 e com dezesseis começa a freqüentar os cursos para ingressar na Faculdade de Coimbra. Sua estada por lá não tem muitas precipitações e, ao fim do curso já com vinte e um anos o diplomata e advogado Eça de Queirós deixa Coimbra com destino à Lisboa desta vez para a casa de seus pais de quem esteve afastado durante toda a sua infância e adolescência.
Incentivado pelo pai, Eça de Queirós começa a trabalhar como diretor do jornal "Distrito de Évora" o que contribui para a elaboração de suas histórias.
No fim 1867, o escritor retorna à Lisboa e entra em contato com vários intelectuais. Em 1870, publica o romance policial "O Mistério da Estrada Sinistra". Fica apenas seis meses na capital onde se prepara para ingressar na carreira diplomática e nessa época escreve "O Crime do Padre Amaro". Eça de Queriós faz todos os testes sendo aprovado em primeiro lugar para o posto de Cônsul no Brasil, porém, a indicação lhe é negada. No ano seguinte, ele é nomeado Cônsul em Havana onde permaneceu por dois anos e sendo depois disso transferido para a Grã Bretanha onde permanece por um longo tempo de sua carreira diplomática.
Em 1878, publica "O Primo Basílio" um de seus mais famosos romances e em 1888, muda-se definitivamente para Paris onde se instala definitivamente e é neste ano também que publica outro grande romance: "Os Maias".
Em 1900, Eça de Queirós falece precocemente de enterocolite.
FERREIRA GULLAR
José Ribamar Ferreira, conhecido nacionalmente como Ferreira Gullar, nasceu em São Luís do Maranhão no ano de 1930.
Seu primeiro trabalho foi como locutor na Rádio Timbiras sendo também colaborador do Jornal "Diário de São Luís".
Em 1949, o já escritor Ferreira Gullar lança sua primeira obra de uma extensa carreira: Um Pouco Acima do Chão. No decorrer da carreira, lançou peças teatrais, ensaios e principalmente poesias, onde mais se destacou.
Durante a ditadura militar, se esforçou para derrubar o governo. Como conseqüência deste protesto, foi exilado para a França. De lá não parou de enviar artigos ao Brasil.
Retornou a sua terra natal após anos de exílio em 1977, retomando suas atividades a todo vapor. Hoje em dia, suas obras são adaptadas para TV e teatro contribuindo para o enriquecimento da cultura nacional.
GUIMARÃES ROSA
Nasce em 1908 João Guimarães Rosa e, aos seis anos, já tinha lido o primeiro livro, em francês, "Les Femmes Qui Aimment". Aos dez anos vai para Belo Horizonte, morar com o avô. Está no ginasial e freqüenta a mesma escola que Carlos Drummond, o futuro amigo.
Até ingressar na Faculdade de Medicina, João Guimarães Rosa obtém licença para freqüentar a Biblioteca da Cidade de BH, dedicando o seu tempo, além dos estudos, às línguas, à História Natural e aos Esportes. Em 1930, formado, o médico vai exercer a profissão em Itaguara, onde fica por dois anos. Guimarães revela-se um profissional dedicado, respeitado, famoso pela precisão dos seus diagnósticos. O período em Itaguara influi decisivamente em sua carreira literária. Para chegar aos pacientes, desloca-se a cavalo. Inspirado pela terra, costumes, pessoas e acontecimentos do cotidiano, Guimarães inicia suas anotações, colecionando terminologias, ditos e falas do povo, que distribui pelas histórias que já escreve.
Em 38, Guimarães Rosa é nomeado consul-adjunto em Hamburgo, permanecendo na cidade até 42. Durante a Segunda Guerra, passa por uma experiência que detona seu lado supersticioso. É salvo da morte porque sentiu, no meio da noite, uma vontade irresistível, segundo suas palavras, de sair para comprar cigarros. Quando voltou, encontrou a casa totalmente destruída por um bombardeio. A superstição e o misticismo acompanhariam o escritor por toda a vida. Ele acreditava na força da lua, respeitava curandeiros, feiticeiros, a umbanda, a quimbanda e o kardecismo. Dizia que pessoas, casas e cidades possuíam fluidos positivos e negativos, que influíam nas emoções, nos sentimentos e na saúde de seres humanos e animais. Aconselhava os filhos a terem cautela e a fugirem de qualquer pessoa ou lugar que lhes causasse algum tipo de mal estar. Seguindo a missão diplomática, Guimarães Rosa serve, em 42, em Baden Baden; de lá, vai para Bogotá, onde fica até 44. O contato com o Brasil, no entanto, era freqüente. Em 45, vai ao interior de Minas, rever as paisagens da infância. Três anos depois, é transferido para Paris.
Guimarães Rosa retorna ao Brasil em 51. No ano seguinte, faz uma excursão ao Mato Grosso. O resultado é uma reportagem poética: "Com o Vaqueiro Mariano". Em 1956, no mês de janeiro, reaparece no mercado editorial com as novelas "Corpo de Baile", onde continua a experiência iniciada em "Sagarana". A partir de "Corpo de Baile", a obra de Guimarães Rosa - autor reconhecido como o criador de uma das vertentes da moderna linha de ficção do regionalismo brasileiro - adquire dimensões universalistas, cuja cristalização artística é atingida em "Grande Sertão: Veredas", lançado em maio de 56. Em ensaio crítico sobre "Corpo de Baile", o professor Ivan Teixeira afirma que o livro talvez seja o mais enigmático da literatura brasileira. As novelas que o compõem formam um sofisticado conjunto de logogrifos, em que a charada é alçada à condição de revelação poética ou experimento metafísico. Na abertura do livro, intitulada "Campo Geral", Guimarães Rosa se detém na investigação da intimidade de uma família isolada no sertão, destacando-se a figura do menino Miguilim e o seu desajuste em relação ao grupo familiar. "Campo Geral" surge como uma fábula do despertar do auto-conhecimento e da apreensão do mundo exterior; e o conjunto das novelas surge como passeio cósmico pela geografia roseana, que retoma a idéia básica de toda a obra do escritor: o universo está no sertão, e os homens são influenciados pelos astros.
Em 62 é lançado "Primeiras Estórias", livro que reúne 21 contos pequenos. Nos textos, as pesquisas formais características do autor, uma extrema delicadeza e o que a crítica considera "atordoante poesia". No ano seguinte, em maio, candidata-se pela segunda vez à ABL (Academia Brasileira de Letras), sendo eleito por unanimidade. O ano de 1965 marca a expansão do nome e do reconhecimento de Rosa no exterior. 1967 anuncia-se grandioso para Guimarães Rosa: em abril, vai ao México, representando o Brasil no I Congresso Latino-Americano de Escritores. Na volta, é convidado, junto com Jorge Amado e Antonio Olinto, a integrar o júri do do II Concurso Nacional de Romance Walmap. No meio do ano, publica seu último livro, também uma coletânea de contos: "Tutaméia". O escritor decide, então, tomar posse na Academia Brasileira de Letras, no dia 16 de novembro de 67, dia do aniversário de João Neves da Fontoura, seu antecessor. No dia 19, Guimarães Rosa morreu, em decorrência de um enfarte.
LIMA BARRETO
Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, filho de pais mulatos. Sua vida não foi das mais fáceis. Sua mãe morreu quando tinha apenas seis anos, mas mesmo assim ele foi sempre um aluno exemplar e esforçado. Aos 15 anos, chegou a pensar em suicídio devido às complicações em sua vida. Em 1897, ingressa na escola politécnica, indo morar em uma pensão.
Sua vida estudantil era um inferno. Por se mulato, era excluído por sua turma e perseguido pelo professor o que o fazia sentir-se inferior. Para piorar, seu pai enlouqueceu. A necessidade de sustentar seus irmãos o leva a abandonar os estudos e ingressar na Secretaria de Guerra. Frustado pela não realização de sua vocação como escritor, começa a beber. Torna-se jornalista e escreve artigos para o "Correio da Manhã".
Em 1909, publica seu primeiro romance: "Recordações do escrivão Isaias Caminha" e em 1911, "O Jornal do Comércio" publica em folhetins uma de suas maiores histórias : "O triste fim de Policarpo Quaresma" . Apesar da boa fase, ele sofre de diversas crises em consequência do alcoolismo e é internado num hospício em 1914.
Após sair do hospício, escreve mais algumas obras. Tentou por duas vezes entrar para a Academia Brasileira de Letras porém não é aceito. Morre em 1922, na mais completa miséria.
LUÍS VAZ DE CAMÕES
Em meados de 1525, nasce Luís Vaz de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá. Temos informações de que seu nascimento ocorreu em Lisboa, Portugal.
Freqüenta as aulas do Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde ajudava o seu tio, D. Bento de Camões. Em 1549, perde sua vista direita em combate com Mouros em Ceuta.
Após um ano, ele se torna "Cavaleiro fidalgo da Casa Real" quando se envolve em brigas com um funcionário e fica detido durante um ano.
Em 1553, engajado como militar, viaja para o Oriente a serviço do Império. Representa em 1555, "Auto do Filodemo" nas festas de D. Francisco Barreto.
Finalmente em 1556, chega ao término do serviço militar quando se torna "Provedor-Mor dos bens defuntos e ausentes".
Passa-se uma década, e Luís viaja de Goa para Moçambique, tendo todas as despesas pagas por um colega capitão. Em 1569, ele retorna à Lisboa a custa de amigos. Publica em 1572, "Os Lusíadas". De 1572 à 1580, fica muito pobre e então em 1580, falece extremamente miserável, e é enterrado por uma companhia beneficente, a "Companhia dos Cortesãos".
MACHADO DE ASSIS
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 1839. Criado em um bairro humilde, começou sua carreira profissional como tipógrafo, logo tornou-se funcionário público. Nesta época, já colaborava com a imprensa carioca.
Como escritor, escreveu diversas obras de diversos gêneros. A carreira de Machado de Assis pode ser dividida em duas fases: a primeira de poesias românticas e indianistas, com destaque para obras como "A Ressurreição" (1872), "A Mão e a Luva" (1874).
A segunda fase compreende poemas parnasianos, contos e romances que o tornou a maior figura da literatura brasileira. Principais obras desta fase: "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1887) e "Dom Casmurro" (1870) além de contos publicados na imprensa.
Além disso, produziu obras teatrais, artigos críticos e ensaios.
É tido como mestre da observação psicológica. Um exemplo disso é a personagem Capitu do romance "Dom Casmurro".
Foi fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.
RUBEM BRAGA
Filho de Francisco Carvalho Braga e Raquel Coelho Braga, Rubem Braga nasce no dia 12 de janeiro de 1913 em Cacheiro do Itapemirim no Espírito Santo. Prossegue sua infância ali, porém, para concluir o curso secundário vai para Niterói em 1928, onde em 1931 ingressou na faculdade de direito, mas com pouco tempo ele foi para Belo Horizonte, onde conclui a faculdade.
Em 1933, Rubem segue para São Paulo, onde é cronista e repórter do "Diário de São Paulo" e a partir daí começa a escrever crônicas para vários jornais regionais. Em 1935, vai para o Recife onde é diretor da página policial do "Diário de Pernambuco" e funda a "Folha do Povo". Em 1936, lança "O Conde e o Passarinho. Passando por 1939, Rubem se encaminha para Porto Alegre, em 1943, ele assume o cargo de chefe de publicidade do serviço Especial de Saúde Pública, percorrendo boa parte do Norte do Brasil. Um ano se passa, e então ele publica a sua segunda coletânea de crônicas: O Morro do Isolamento.
Já por meados de 1945, quando termina a 2ª Guerra Mundial, retorna ao Brasil, e lança "Com FEB na Itália", que reúne as melhores crônicas já escritas no "Diário Carioca". É em 1946 que Rubem Braga torna-se consagrado na literatura brasileira. A partir daí publica vário livros. "Um pé de milho", seu terceiro livro, "O Homem Rouco", seu quarto livro, e em 1951 reúne 50 crônicas, publicando "50 Crônicas Escolhidas", que já haviam sido publicadas em outros livros.
De 1952 à 1954, ele passa escrevendo para alguns jornais, e em 1955 publica seu quinto livro de crônicas: "A Borboleta Amarela". De 1957 a 1960 lança dois livros e uma seleção: "A cidade e a Roça", "100 Crônicas Escolhidas", "Ai de Ti" e "Copacabana" que foi lançado pela editora que o próprio Rubem e Fernando Sabino fundaram juntos em 1960.
Como é de costume acontecer com outros escritores brasileiros, ele torna-se embaixador e vai para Marrocos, onde fica até 1963, quando pede sua exoneração do cargo. Dois anos depois, viaja para Índia a pedido daquele governo. Em 1967 funda, novamente com Fernando Sabino, a Editora Sabiá, e publica seu nono livro de crônicas: "A Traição das Elegantes".
Dez anos depois, em 1977, ele visita 10 países e publica então "2000 Crônicas Escolhidas" e colabora na coletânea "Para Gostar de Ler", com Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos. É também neste ano que ele começa trabalhar na Rede Globo de Televisão. Falece em 19 de dezembro de 1990, com 77 anos de idade.